Imagem google A VOLTA TRIUNFAL DO DELUBIO É manchete de jornal Já deu na televisão Tá de volta ao pedestal O pivô do mensalão Ao Partido do Trambique Onde o ladrão é mais chique Rouba mas não suja a mão! O Lula deu carta branca Para o seu ex-tesoureiro Voltar de mala e tamanca Pra banca de trambiqueiro É o prêmio mais recente Para o silêncio indecente Que vale mais que dinheiro! Depois de João Paulo Cunha Na Comissão de Justiça Deixar Delubio de fora Pra Lula é uma injustiça Pois o seu ex-tesoureiro Gosta tanto de dinheiro Como urubu de carniça! E o Delubio vai voltar Mesmo que seja na marra Quando o bicho ia pegar Ele segurou a barra Foi expulso do partido Ficou só, como bandido E os outros fizeram a farra! O seu silêncio profundo Manteve o presidente Se bota a boca no mundo A coisa ia ficar quente Mas porque ficou calado Pode até ser deputado E está todo sorridente! Pois bem mais do que ser rico O que importa é o poder Mas se ele abre o bico Tudo pode acontecer Pois até ex-presidente Pode ir ver de repente O sol quadrado nascer Se o Delubio abre o bico E dá a mão à palmatória Pode crer, haja penico Para o outro lado da historia Pois debaixo do tapete Vai ter merda pra cacete Das cagadas dessa escória! Disso tudo já sabemos Mas agüentamos calados Pois a coragem que temos Não vale nem um trocado Eles roubando o país E a gente rindo, feliz Gostando de ser roubado! Se você é da panela Ou no poder tem parente A sua vida é mais bela Mesmo sendo indecente Leva a vida na bonança Na farra e na gastança Com o dinheiro d’agente! Mas se vive com o povão Sua vidinha de gado Mal sabe do mensalão Que ainda não foi julgado E que o Delubio de quem falo Não passa de um vassalo De alguém mais abastado! Eu pensei ter visto tudo Cinismo e cara de pau Mas a audácia do barbudo É um caso policial Mais que deboche é uma afronta De quem se julga e se conta Acima do bem e do mal! Até quando assistiremos Tudo de braços cruzados Até quando elegeremos Mensaleiros deputados? Digamos não aos ladrões Pois somos nós os patrões Eles que são empregados! |
| Euripedes Barbosa Ribeiro |
| Publicado no Recanto das Letras em 27/04/2011 Código do texto: T2935079 |
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)